Dr. Bruno Psiquiatra Uberlândia

Quando Meus Hormônios Viraram Inimigos: Minha Jornada com os Hormônios da Ansiedade

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-Psiquiatra Uberlandia

Oi, pessoal… que difícil escrever sobre isso. Mas sinto que preciso compartilhar porque sei que muita gente passa pelo mesmo que passei. E se minha história puder ajudar uma pessoa sequer, já valeu a pena a exposição.

O Começo da Montanha-Russa Hormonal

Tudo começou há uns quatro anos, quando comecei a sentir umas coisas estranhas no meu corpo. Coração disparado do nada, suor frio mesmo no ar condicionado do escritório, uma sensação de “algo vai dar errado” que não saía da minha cabeça.

No início achei que era só cansaço. Sou advogada há 18 anos, sempre lidei bem com pressão… Mas dessa vez era diferente. Era como se meu corpo tivesse virado uma panela de pressão prestes a explodir a qualquer momento.

O pior era que não tinha motivo aparente. Tava numa audiência tranquila e de repente… bum! Coração aos pulos, mãos tremendo, suor escorrendo. Uma vergonha danada na frente do juiz!

As Noites de Terror (Literalmente)

As madrugadas viraram meu pesadelo. Acordava às 3, 4 da manhã com o coração batendo que nem tambor de escola de samba. Suor frio, sensação de que ia morrer… Era desesperador.

Meu marido ficava perdido. “Será que você tá tendo problema no coração?”, ele perguntava. E eu também achava! Fui parar no pronto-socorro três vezes achando que tava tendo infarto.

Exames e mais exames. Holter, ecocardiograma, teste ergométrico… Tudo normal. “Deve ser ansiedade”, diziam os cardiologistas. Mas ninguém explicava direito o que tava acontecendo com meu corpo.

A Descoberta dos Hormônios da Ansiedade

Foi uma colega do fórum que me indicou o Dr. Bruno, psiquiatra de Uberlândia. “Ele entende dessa parte hormonal da ansiedade”, ela disse. E foi a melhor indicação que já recebi na vida!

Na primeira consulta, Dr. Bruno me explicou algo que nenhum médico tinha explicado antes: os hormônios da ansiedade. “Seu corpo está produzindo cortisol, adrenalina e noradrenalina em excesso”, ele disse. “É como se você tivesse um alarme de incêndio que não desliga.”

Nossa, que alívio! Finalmente alguém entendia o que tava acontecendo. Não era frescura, não era “coisa da cabeça” no sentido pejorativo. Era bioquímica pura!

Entendendo a Química da Minha Ansiedade

Dr. Bruno me desenhou (sim, desenhou!) como funcionam os hormônios da ansiedade. O cortisol, que deveria diminuir à noite, tava alto o tempo todo. A adrenalina disparava por qualquer bobagem. E a noradrenalina… nossa, essa tava me deixando em estado de alerta 24h por dia.

“É como se seu corpo achasse que você tá sempre em perigo”, ele explicou. “Os hormônios da ansiedade são úteis em situações reais de emergência, mas no seu caso estão sendo liberados sem necessidade.”

Ele me mostrou que serotonina e GABA (os hormônios “do bem-estar”) tavam em baixa, enquanto os hormônios do estresse tavam nas alturas. Um desequilíbrio total!

O Tratamento (Não Foi Linear)

O tratamento começou devagar. Dr. Bruno prescreveu um ISRS pra ajudar a regular a serotonina e um ansiolítico de uso controlado pra momentos de crise. “Vamos reequilibrar seus hormônios da ansiedade”, ele disse.

Mas não foi só remédio. Ele me ensinou técnicas de respiração que realmente funcionam pra diminuir o cortisol. “Quando você respira profundo e devagar, manda um sinal pro cérebro que tá tudo bem”, explicou.

Também mudei a alimentação. Cafeína virou inimiga – ela estimula ainda mais a liberação de adrenalina. Açúcar também tava me fazendo mal, causando picos e quedas que bagunçavam ainda mais meus hormônios.

As Reações (Nem Sempre Compreensivas)

Contar pra família sobre hormônios da ansiedade foi… educativo, vamos dizer assim. Minha sogra, bless her heart, dizia que eu precisava era “sair mais de casa” e “pensar em coisas boas”. Se fosse tão simples, né?

Meu marido levou um tempo pra entender que não era “falta de controle” da minha parte. “Mas você sempre foi tão forte”, ele dizia. Tive que explicar que força não tem nada a ver com hormônios desregulados.

Meus filhos, surpreendentemente, foram os mais compreensivos. Minha filha de 17 anos até pesquisou sobre o assunto. “Mãe, vi aqui que o cortisol alto pode causar até problema de memória”, ela disse. Era exatamente o que tava acontecendo comigo!

Como os Hormônios da Ansiedade Afetavam Meu Dia

O impacto na minha rotina era devastador. De manhã, quando o cortisol naturalmente tá mais alto, eu acordava já em pânico. Parecia que tinha uma lista infinita de catástrofes esperando pra acontecer.

No escritório, qualquer barulho mais alto me assustava. O telefone tocando, a impressora fazendo barulho, até conversa no corredor me deixava em alerta. Era como se meu sistema nervoso tivesse virado um detector de fumaça defeituoso – apitava por qualquer coisinha.

As tardes eram as piores. Entre 15h e 17h, quando o cortisol deveria estar diminuindo, o meu disparava. Reuniões que antes eram tranquilas viravam verdadeiras provações. Suava, gaguejava, esquecia o que ia falar…

As Mudanças Sazonais (Que Descoberta!)

Uma coisa que Dr. Bruno me alertou foi sobre como as estações afetam os hormônios da ansiedade. No inverno, com menos luz solar, a produção de serotonina diminui naturalmente. Pra quem já tem desequilíbrio hormonal, é um prato cheio pra crise.

Realmente, nos meses mais frios eu precisava de mais cuidado. A falta de vitamina D também interferia na regulação hormonal. Comecei a suplementar e fez diferença sim.

No verão, paradoxalmente, o excesso de calor também me desregulava. Suor, desconforto, desidratação… tudo conspirava pra aumentar o cortisol. Ar condicionado virou meu melhor amigo!

Os Detalhes Sensoriais Que Ninguém Conta

Uma coisa que pouca gente fala é como os hormônios da ansiedade afetam os sentidos. Quando minha adrenalina tava alta, eu ouvia TUDO. O tique-taque do relógio parecia um martelete. O barulho do trânsito, que antes nem notava, virava uma tortura.

A textura das roupas também me incomodava. Tecidos que antes eram confortáveis começaram a me dar coceira, irritação. Era como se minha pele tivesse ficado hipersensível.

E a luz… nossa, que sensibilidade! Luz forte me dava dor de cabeça instantânea. Tive que trocar todas as lâmpadas do escritório por umas mais suaves. Pareço vampira, mas funciona!

O Que Aprendi Sobre Hormônios da Ansiedade

Depois de quase dois anos de tratamento, posso compartilhar algumas descobertas importantes:

Primeiro: hormônios da ansiedade são reais e mensuráveis. Não é “frescura” – é bioquímica desregulada que precisa de tratamento médico adequado.

Segundo: cada pessoa reage diferente aos tratamentos. O que funcionou pra mim pode não funcionar pra você. Dr. Bruno sempre dizia isso: “Cada cérebro é único”.

Terceiro: estilo de vida faz MUITA diferença. Exercício regular diminui cortisol. Sono adequado regula melatonina. Alimentação balanceada estabiliza tudo.

Quarto: apoio familiar é fundamental. Quando as pessoas entendem que é uma condição médica, elas conseguem ajudar melhor.

Os Erros Que Cometi (E Você Pode Evitar)

No início, tentei “controlar” a ansiedade só com força de vontade. Resultado: piorei tudo! Resistir aos sintomas só aumentava mais ainda a liberação de hormônios do estresse.

Também cometi o erro de parar a medicação quando me senti melhor. “Ah, já tô bem, não preciso mais de remédio.” Grande engano! Os hormônios da ansiedade voltaram com tudo em poucos dias.

Outra besteira foi tentar explicar cientificamente pra todo mundo. Nem todo mundo quer ou consegue entender. Aprendi a ser mais seletiva com quem compartilho essas informações.

A Vida Hoje (Muito Melhor!)

Hoje, três anos depois do início do tratamento, minha relação com os hormônios da ansiedade é completamente diferente. Ainda tenho oscilações – isso é normal – mas sei identificar e manejar.

Acordo sem pânico, trabalho sem sobressaltos, durmo sem despertar no meio da madrugada em pânico. É uma qualidade de vida que eu tinha esquecido que existia.

Meus relacionamentos melhoraram. Quando você não tá constantemente em modo “luta ou fuga”, consegue ser mais presente, mais carinhosa, mais paciente.

As Descobertas Surpreendentes

Uma coisa incrível que descobri é como a respiração pode regular hormônios em tempo real. Quando sinto o cortisol subindo, faço a técnica que Dr. Bruno me ensinou: 4 segundos inspirando, 7 segurando, 8 expirando. Em minutos sinto a diferença!

Também aprendi que determinados alimentos podem disparar ou acalmar os hormônios da ansiedade. Chocolate amargo (com moderação) aumenta serotonina. Chá de camomila realmente diminui cortisol. Quem diria que vovó tava certa sobre o chazinho!

Exercício virou meu antidepressivo natural. Caminhada de 30 minutos libera endorfina e diminui cortisol por horas. É impressionante como funciona!

Um Conselho de Coração

Se você tá passando por algo parecido, não ignora os sinais. Palpitação sem causa aparente, insônia, irritabilidade excessiva, sensação constante de perigo… pode ser desequilíbrio dos hormônios da ansiedade.

Procura um profissional especializado. Dr. Bruno, psiquiatra de Uberlândia, fez toda diferença no meu caso. Ele realmente entende a parte bioquímica da ansiedade.

E lembra: não é culpa sua. Hormônios da ansiedade desregulados são uma condição médica como diabetes ou hipertensão. Tem tratamento, tem solução, tem vida normal do outro lado.

Uma Reflexão Final

Escrever sobre isso ainda é difícil, mas necessário. Hormônios da ansiedade ainda são um tabu. Muita gente sofre em silêncio achando que é “problema de cabeça” ou “falta de fé”.

Mas é ciência! É química! E tem tratamento eficaz quando você encontra o profissional certo e se compromete com o processo.

Se você chegou até aqui, obrigada por me acompanhar nessa jornada. E se você reconhece alguns sintomas em você, não hesita em buscar ajuda. Sua vida pode ser muito mais leve e feliz do que você imagina.


Este relato é baseado em minha experiência pessoal com desequilíbrio dos hormônios da ansiedade, diagnosticado e tratado pelo Dr. Bruno, psiquiatra de Uberlândia. Cada caso é único – sempre procure orientação médica especializada para avaliação adequada dos seus sintomas.

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Doutor Bruno Oliveira

Me chamo Bruno Oliveira Paulo, sou médico Psiquiatra, e me formei em Medicina na UFU , tendo completado minha residência em Psiquiatria no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. Agradeço sua leitura. CRM 76733 | RQE 57735