Oi, pessoal… que jornada pra contar. Quem me conhece sabe que sempre fui daquelas pessoas que “nunca fica doente”, né? Então quando comecei a ter problemas estomacais que não passavam com nada, foi um choque. E descobrir que era gastrite autoimune… nossa, mudou completamente minha visão sobre saúde.
Os Primeiros Sinais (Que Eu Ignorei Completamente)
Tudo começou com uma queimação no estômago que não queria passar. Primeiro pensei: “deve ser o café demais” – como boa advogada, vivo à base de cafeína, né? Depois achei que era estresse do trabalho, prazos apertados, essas coisas…
Mas a dor não passava. Era uma sensação estranha, como se tivesse fogo dentro do peito. Às vezes acordava de madrugada com uma azia terrível, mesmo sem ter comido nada pesado no jantar.
E tinha aquela fadiga constante também. Chegava no escritório já cansada, mesmo tendo dormido bem. Atribuía ao ritmo corrido da advocacia, mas no fundo sabia que algo não tava certo.
A Descoberta Que Mudou Tudo
Depois de meses tomando omeprazol como se fosse bala (que erro!), uma colega me indicou um gastroenterologista. Mas foi através do Dr. Bruno, psiquiatra de Uberlândia, que descobri a conexão entre estresse e problemas autoimunes.
“Às vezes o corpo ataca a si mesmo quando está sob estresse prolongado”, ele me explicou. Foi ele quem sugeriu investigar mais a fundo a questão gastroenterológica, principalmente depois que comecei a relatar sintomas estranhos além da ansiedade.
O gastro pediu uma endoscopia… que experiência! Nunca tinha feito uma. A sedação foi tranquila, mas acordar e ouvir “gastrite atrófica” e “possível componente autoimune” foi assustador.
Entendendo Minha Gastrite Autoimune
O médico me explicou que gastrite autoimune acontece quando o sistema imunológico ataca as células do próprio estômago. “É como se seu corpo não reconhecesse suas próprias células gástricas”, ele disse.
Diferente da gastrite comum causada por H. pylori ou medicamentos, a minha era causada pelo meu próprio sistema de defesa. Os anticorpos anti-células parietais estavam atacando as células que produzem ácido gástrico e fator intrínseco.
O que mais me assustou foi saber que gastrite autoimune pode levar à anemia por deficiência de B12, já que o fator intrínseco é essencial pra absorção dessa vitamina. “Vamos monitorar seus níveis regularmente”, o médico disse.
O Impacto na Minha Rotina (Foi Devastador)
A gastrite autoimune não é só dor de estômago, gente. É um conjunto de sintomas que bagunça a vida toda. Perdi o prazer de comer – tudo me dava azia, refluxo, sensação de estômago cheio mesmo com pouca comida.
Reuniões de trabalho viraram um desafio. Imagina tentar se concentrar numa audiência com o estômago pegando fogo? Ou ter que sair correndo de uma negociação porque bateu aquela náusea súbita?
As noites foram as mais difíceis. Gastrite autoimune piora com o estresse, e eu já tava num círculo vicioso: dor no estômago me deixava ansiosa, ansiedade piorava a gastrite…
As Reações da Família (Mistura de Susto e Incompreensão)
Contar pra família sobre gastrite autoimune foi… educativo. Meu marido ficou preocupado: “Como assim seu corpo ataca você mesma?” Ele não conseguia entender como isso era possível.
Minha mãe, coitada, ficou desesperada. “Mas isso tem cura?”, ela perguntava toda semana. Tive que explicar várias vezes que gastrite autoimune é uma condição crônica, que tem controle mas não cura definitiva.
Meus filhos reagiram cada um de um jeito. Minha filha mais velha ficou super atenta à minha alimentação: “Mãe, isso aí tem muito ácido, não come!” Meu filho caçula ficou preocupado se era “contagioso” – teve que explicar que autoimune não pega!
O Tratamento (Tentativa e Muitos Erros)
O tratamento pra gastrite autoimune não é simples como tomar um remédio e pronto. Primeiro veio o omeprazol de dose alta pra proteger o estômago. Mas descobri que uso prolongado pode piorar a absorção de B12 – um paradoxo terrível!
Dr. Bruno me ajudou muito com a parte do manejo do estresse. “Gastrite autoimune piora com cortisol alto”, ele explicou. Começamos um trabalho paralelo pra controlar a ansiedade, o que ajudou indiretamente no estômago.
A dieta foi outro desafio. Tive que cortar café (que dor!), álcool, frituras, condimentos fortes… Basicamente tudo que gostava de comer. Os primeiros meses foram uma tristeza gastronômica total.
As Mudanças Sazonais (Descoberta Surpreendente)
Uma coisa que ninguém me avisou: gastrite autoimune tem flutuações sazonais! No inverno, quando fico mais estressada e como mais comida “de conforto”, os sintomas pioram. É como se o frio intensificasse a inflamação.
No verão, curiosamente, melhoro um pouco. Talvez seja a vitamina D do sol, talvez o ritmo mais relaxado… ou simplesmente o fato de comer mais saladas e menos comida pesada.
Dezembro sempre é crítico – stress das festas, comida fora da dieta, bebidas… Já aprendi a me preparar mentalmente pra essa época do ano.
Os Detalhes Que Ninguém Conta
Gastrite autoimune tem umas peculiaridades que só quem tem sabe. A sensação de “estômago vazio” mesmo depois de comer, por exemplo. É desesperadora! Você come e parece que a comida desapareceu.
O gosto metálico na boca também é terrível. Principalmente de manhã, acordo com um gosto estranho que não passa nem escovando os dentes. Dr. Bruno explicou que pode ser relacionado à deficiência de B12.
E aquela sensação de “bola na garganta” quando o refluxo sobe… nossa! Às vezes acordo engasgada no meio da noite. Tive que elevar a cabeceira da cama uns 15 centímetros pra dormir melhor.
Os Exames de Rotina (Que Ansiedade!)
Com gastrite autoimune, vira rotina fazer exames regulares. A cada seis meses: hemograma completo, B12, ácido fólico, ferritina… É um checklist constante da minha saúde.
A endoscopia de controle então… que nervoso! Mesmo sabendo que é necessária, sempre fico ansiosa. “E se piorou? E se virou algo mais sério?” A mente dispara nessas horas.
Os níveis de B12 são minha obsessão. Quando tá baixo, sinto na pele: cansaço extremo, formigamento nas mãos, até uns esquecimentos estranhos. Aprendi a perceber quando preciso suplementar.
As Adaptações na Alimentação (Revolução Total)
Minha relação com comida mudou completamente. Antes comia qualquer coisa, a qualquer hora. Hoje tenho horários fixos, porções menores, mastigação lenta… virei uma pessoa totalmente diferente na mesa.
Descobri que alguns alimentos são “amigos” da gastrite autoimune. Batata doce, abobrinha, peito de frango grelhado… Meu cardápio ficou bem restrito, mas o estômago agradece.
O café da manhã virou sagrado. Antes saía de casa só com café, agora não passo sem comer algo sólido. Descobri que estômago vazio com gastrite autoimune é receita pra desastre.
Os Erros Que Cometi (E Você Pode Evitar)
No início, tentei ignorar os sintomas achando que ia passar sozinho. Com gastrite autoimune não adianta – só piora se não tratar adequadamente.
Também cometi o erro de parar a medicação quando me sentia melhor. “Ah, tá bom, não precisa mais de remédio.” Resultado: crise terrível em poucos dias. Aprendi que é tratamento contínuo mesmo.
Outro erro foi tentar “testar” alimentos proibidos. “Uma cervejinha não vai fazer mal…” Vai sim! Com gastrite autoimune não tem meio termo – ou segue a dieta direitinho ou sofre as consequências.
Como Dr. Bruno Me Ajudou no Processo
Uma das melhores coisas do meu tratamento foi ter Dr. Bruno, psiquiatra de Uberlândia, cuidando da parte emocional. Ele entendeu desde o início que gastrite autoimune não é só uma questão física.
“Stress e autoimunidade andam juntos”, ele sempre dizia. Me ensinou técnicas de relaxamento que realmente funcionam pra diminuir os sintomas gástricos. Respiração diafragmática virou meu remédio caseiro!
Ele também me ajudou a lidar com a ansiedade dos exames e do diagnóstico. Ter uma doença autoimune mexe com a cabeça – você fica pensando “e se piorar?” o tempo todo.
A Vida Social (Que Complicação!)
Ter gastrite autoimune mudou completamente minha vida social. Jantares com clientes viraram um desafio – explicar porque não posso comer isso ou aquilo sem parecer frescura…
Festas de aniversário, churrascos, happy hours… tudo teve que ser repensado. Aprendi a comer antes de sair de casa pra não ficar tentada com as opções “proibidas”.
Meus amigos foram super compreensivos, até começaram a escolher restaurantes pensando no meu cardápio restrito. Isso que é amizade verdadeira, né?
As Descobertas Positivas
Apesar de todos os perrengues, gastrite autoimune me ensinou coisas valiosas. Aprendi a ouvir meu corpo de verdade, a respeitar meus limites, a dar valor pra saúde.
Minha alimentação hoje é muito mais saudável que antes. Menos industrializados, mais comida caseira, horários regulares… No fim das contas, foi um reset necessário no meu estilo de vida.
E descobri que posso sim viver bem com essa condição. Não é o fim do mundo – é um ajuste, uma adaptação que vale a pena pra ter qualidade de vida.
O Que Aprendi (E Quero Compartilhar)
Se você suspeita de gastrite autoimune, algumas dicas importantes:
Primeiro: não ignora sintomas persistentes. Queimação constante, refluxo frequente, fadiga sem explicação… pode ser autoimune mesmo.
Segundo: procura um gastroenterologista experiente. Gastrite autoimune ainda é subdiagnosticada – muitos médicos não conhecem bem.
Terceiro: cuida da parte emocional também. Stress piora qualquer condição autoimune. No meu caso, Dr. Bruno foi fundamental nessa parte.
Quarto: aceita que é uma condição crônica. Não tem cura, mas tem controle excelente quando você se compromete com o tratamento.
Uma Reflexão Final
Viver com gastrite autoimune não é fácil, mas é possível. Hoje, três anos depois do diagnóstico, posso dizer que tenho uma vida normal – só com alguns ajustes.
O mais importante foi entender que não é culpa minha. Doenças autoimunes acontecem, é genética misturada com ambiente, stress, mil fatores… Não adianta ficar se culpando.
Se você chegou até aqui lendo, obrigada pela companhia. E se você tá passando por algo parecido, não desiste. Com o tratamento certo e mudanças no estilo de vida, dá pra viver muito bem.
Gastrite autoimune é só uma parte de quem eu sou – não me define, não me limita completamente. É só uma condição que preciso manejar, como alguém que tem diabetes ou hipertensão.
Este relato é baseado em minha experiência pessoal com gastrite autoimune. O acompanhamento médico especializado é fundamental – sempre procure um gastroenterologista para diagnóstico e tratamento adequados. Dr. Bruno, psiquiatra de Uberlândia, foi essencial no manejo da parte emocional da minha condição.
