Olha, nunca pensei que fosse escrever sobre isso publicamente. Mas depois do que passei, sinto que preciso compartilhar minha história com vocês. Talvez ajude alguém que esteja passando pelo mesmo perrengue que eu passei.
O Começo do Caos (Que Eu Não Sabia que Era Caos)
Tudo começou há uns três anos. Eu tava no auge da carreira – advogada há quase duas décadas, escritório próprio, casos importantes… A vida que sempre sonhei, sabe? Só que meu corpo começou a fazer umas coisas estranhas.
Primeiro foram as dores de cabeça. Não aquelas dorzinhas chatas do dia a dia, não. Eram umas enxaquecas horríveis que me deixavam de cama por horas. Depois vieram as dores no peito – nossa, essa me assustou demais! Corri pro cardiologista achando que tava tendo problema no coração.
Exames… muitos exames. Cardiologista, neurologista, clínico geral. Tudo normal. “Deve ser estresse”, diziam. E eu ficava irritada porque não era “só estresse” – as dores eram reais, gente!
A Descoberta que Mudou Tudo
Foi minha cunhada que me falou do Dr. Bruno, psiquiatra de Uberlândia. “Vai lá conversar com ele”, ela insistiu. “Às vezes a cabeça da gente precisa de ajuda pra entender o que o corpo tá gritando.”
Confesso que relutei. Psiquiatra? Eu? Achava que era coisa pra quem tinha “problema mental” mesmo (que ignorância a minha, né?). Mas as dores não melhoravam e eu tava desesperada.
A primeira consulta com o Dr. Bruno foi… reveladora. Ele não me olhou como se eu fosse louca ou como se eu tivesse inventando os sintomas. Pelo contrário, explicou sobre doença psicossomática de uma forma que finalmente fez sentido.
“Seu corpo está somatizando o estresse emocional”, ele me disse. “A mente e o corpo são uma coisa só. Quando a mente não consegue processar as emoções, o corpo assume essa tarefa.”
Entendendo Minha Doença Psicossomática
Descobri que doença psicossomática não é “frescura” nem “coisa da cabeça” no sentido pejorativo. São sintomas físicos reais causados por fatores psicológicos. No meu caso, anos de pressão profissional, perfeccionismo excessivo e uma dificuldade danada de lidar com as emoções estavam se manifestando através do meu corpo.
O Dr. Bruno me explicou que é mais comum do que imaginamos. Dores de cabeça, problemas gastrointestinais, dores musculares, fadiga… tudo pode ser manifestação psicossomática.
O Tratamento (Não Foi Fácil, Mas Valeu Muito)
O tratamento não foi apenas remédio – foi um processo de autoconhecimento profundo. Dr. Bruno me ajudou a entender padrões de comportamento que eu nem sabia que tinha.
Descobri que eu guardava raiva, frustração, ansiedade… tudo empurrado pra baixo do tapete. E meu corpo cobrava a conta depois. A terapia me ensinou a reconhecer essas emoções antes que elas se transformassem em dor física.
Foram alguns meses até começar a ver melhora real. Mas quando começou, nossa… que alívio! As dores de cabeça diminuíram drasticamente, as dores no peito sumiram, e eu voltei a dormir direito.
As Reações (Nem Sempre Positivas)
Nem todo mundo entendeu meu processo. Alguns colegas da advocacia achavam que eu tava “perdendo tempo” indo no psiquiatra. “Você não tem problema mental”, diziam. Como se fosse vergonha cuidar da saúde mental!
Minha mãe, bless her heart, ficou preocupada. “Filha, você não tá doida, não”, ela dizia. Levou um tempo pra explicar que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo.
Mas meu marido foi um anjo. Me apoiou desde o início, até foi em algumas consultas comigo quando o Dr. Bruno sugeriu terapia de casal pra entendermos melhor como o estresse afetava nossa relação.
Como Mudou Minha Rotina
Hoje, três anos depois, minha vida é completamente diferente. Aprendi a ouvir meu corpo antes que ele grite. Quando sinto tensão acumulando, já sei que preciso parar, respirar, conversar sobre o que tá me incomodando.
Implementei pausas durante o dia de trabalho. Parece bobagem, mas cinco minutos de respiração profunda entre um cliente e outro faz toda diferença. No inverno, quando fico mais tempo fechada no escritório, preciso de mais cuidado ainda – a falta de sol me deixa mais propensa à ansiedade.
No verão, quando os dias são mais longos, aproveit o sol da manhã pra uma caminhada. Descobri que exercício regular é fundamental pra minha estabilidade emocional.
O que Aprendi (e Quero Compartilhar)
Se você tá passando por algo parecido, escuta aqui:
Primeiro: seus sintomas são reais. Não deixa ninguém te fazer sentir que você tá inventando ou exagerando.
Segundo: procurar ajuda psicológica/psiquiátrica não é sinal de fraqueza. É sinal de inteligência emocional.
Terceiro: o tratamento leva tempo. Não desiste nas primeiras semanas. Eu mesma pensei em parar várias vezes, mas o Dr. Bruno sempre me incentivou a continuar.
Quarto: envolve sua família no processo. Eles precisam entender o que você tá passando pra poder te apoiar direito.
A Sensação de Recomeçar
Hoje, quando acordo e não sinto aquela tensão no peito, quando passo o dia sem dor de cabeça, quando durmo tranquila… é uma gratidão imensa. Parece dramático, mas é como se eu tivesse ganhado minha vida de volta.
Claro que ainda tenho dias ruins – quem não tem? Mas agora sei identificar os sinais e sei como lidar com eles antes que virem uma crise.
A doença psicossomática me ensinou que corpo e mente são parceiros, não inimigos. E que cuidar de ambos é a única forma de viver com qualidade.
Se você chegou até aqui lendo, obrigada. E se você tá passando por algo parecido, saiba que tem solução sim. Procura ajuda, conversa com um profissional. Vale muito a pena.
Este relato é baseado em minha experiência pessoal com doença psicossomática e o tratamento com Dr. Bruno, psiquiatra de Uberlândia. Cada caso é único, então sempre procure orientação médica profissional.
