Dr. Bruno Psiquiatra Uberlândia

Quando Descobri que Meu Cérebro Funciona Diferente: Disritmia Cerebral e TDAH aos 40

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-Psiquiatra Uberlandia

Gente, que história pra contar… Nunca imaginei que aos 40 anos eu fosse descobrir que meu cérebro tem suas próprias regras. E olha que sou advogada, acostumada com regras e protocolos, né? Mas essa descoberta mudou completamente minha vida.

O Caos Que Eu Achava Normal

Durante anos convivi com uma inquietação constante que eu não sabia explicar. Sabe aquela sensação de que sua cabeça tá sempre ligada no 220V? Era isso. Eu atribuía ao estresse da profissão, aos prazos apertados, à correria do dia a dia…

Mas tinha outras coisas estranhas também. Eu esquecia compromissos importantes, perdia documentos (imagina o drama no escritório!), começava mil projetos e não terminava nenhum. Meus colegas brincavam que eu tinha “síndrome do esquecimento”, mas pra mim era motivo de angústia real.

E as noites… nossa, que noites! Ficava rolando na cama, a cabeça não parava de funcionar. Parecia que tinha um motor ligado lá dentro que não desligava nunca. Acordo cansada, irritada, sem concentração.

A Descoberta que Mudou Tudo

Foi através de uma amiga que conheci o Dr. Bruno, psiquiatra de Uberlândia. Ela tinha passado por algo parecido e me indicou ele. “Vai lá, ele entende dessas coisas”, disse ela. E que bom que fui!

Na primeira consulta, Dr. Bruno fez umas perguntas que ninguém nunca tinha feito. Sobre minha infância, sobre como eu processava informações, sobre meus padrões de sono… Foi quando ele mencionou disritmia cerebral e TDAH que meu mundo começou a fazer sentido.

“Disritmia cerebral é quando há uma irregularidade na atividade elétrica do cérebro”, ele explicou. “E pode estar relacionada com TDAH em adultos.” Pela primeira vez alguém não me olhava como se eu fosse uma pessoa desorganizada ou preguiçosa.

Entendendo Minha Disritmia Cerebral e TDAH

Descobri que disritmia cerebral não é epilepsia – muita gente confunde. É uma alteração sutil na atividade elétrica do cérebro que pode causar problemas de atenção, concentração e regulação emocional. No meu caso, vinha junto com TDAH do tipo desatento.

Dr. Bruno me explicou que TDAH em mulheres adultas é subdiagnosticado. “Vocês não são hiperativas como os meninos”, ele disse. “São mais desatentas, sonhadoras, desorganizadas.” Bingo! Era exatamente isso.

A disritmia cerebral estava tornando tudo mais difícil. Era como se meu cérebro fosse um rádio mal sintonizado – às vezes captava o sinal certinho, às vezes chiava, às vezes simplesmente não funcionava.

O Processo de Diagnóstico (Foi Intenso!)

O diagnóstico não foi simples. Primeiro veio o eletroencefalograma – que experiência! Ficar com aqueles eletrodos na cabeça, tentando relaxar enquanto a máquina registra a atividade do seu cérebro… É bem estranho, mas não dói nada.

Depois foram os testes neuropsicológicos. Horas fazendo exercícios de atenção, memória, concentração… Foi cansativo, mas necessário. Dr. Bruno queria ter certeza do diagnóstico antes de começar qualquer tratamento.

Quando saiu o resultado confirmando disritmia cerebral com TDAH associado, foi um misto de alívio e susto. Alívio porque finalmente tinha uma explicação. Susto porque… e agora? Como ia ser o tratamento?

As Reações da Família (Nem Todas Positivas)

Contar pra família foi… complicado. Meu marido, no início, achou que eu tava “medicalizando” coisas normais da vida. “Todo mundo esquece as coisas”, ele dizia. Demorou um tempo pra ele entender que não era “todo mundo” – era algo específico do meu cérebro.

Minha mãe ficou preocupada com os remédios. “Essas coisas viciam”, ela insistia. Tive que explicar várias vezes que medicação pra TDAH e disritmia cerebral não é vício – é tratamento médico, como remédio pra diabetes.

Meus filhos, ironicamente, foram os que mais entenderam. “Agora faz sentido por que você perde as chaves todo dia, mãe”, minha filha de 16 anos disse, rindo. Eles foram meu maior apoio durante todo o processo.

O Tratamento (Tentativa e Erro)

Dr. Bruno começou com medicação pra TDAH – metilfenidato de liberação prolongada. Nossa, que diferença! Nos primeiros dias senti uma clareza mental que não sentia há anos. Era como se alguém tivesse ajustado o foco da minha visão mental.

Mas também teve efeitos colaterais. Perda de apetite, boca seca, um pouco de insônia no início… Dr. Bruno foi ajustando a dose devagar, com paciência. “Cada cérebro é único”, ele sempre dizia. “Vamos encontrar o que funciona pra você.”

Pra disritmia cerebral, ele prescreveu um anticonvulsivante em dose baixa. Parece estranho, né? Mas funciona pra estabilizar a atividade elétrica do cérebro. Demorou uns dois meses pra fazer efeito completo.

Como Mudou Minha Rotina (Pra Melhor!)

A diferença no meu dia a dia foi impressionante. Conseguia terminar o que começava – imagina que revolução no escritório! Meus clientes notaram que eu tava mais focada, mais presente nas reuniões.

No inverno, quando fico mais tempo em ambientes fechados, preciso de mais estrutura ainda. Criei listas, lembretes no celular, rotinas bem definidas. O frio parece intensificar os sintomas da disritmia cerebral – é como se meu cérebro ficasse mais “lento”.

No verão, com mais luz natural, me sinto mais alerta. Mas também preciso tomar cuidado com o excesso de estímulos. Muito barulho, muita informação ao mesmo tempo ainda me sobrecarrega.

Os Desafios Que Ainda Enfrento

Não foi milagroso, viu? Ainda tenho dias difíceis. Quando tô muito estressada ou não durmo bem, os sintomas voltam com tudo. É como se a medicação não conseguisse compensar completamente.

Às vezes esqueço de tomar o remédio – irônico, né? Pessoa com TDAH esquecendo remédio pra TDAH! Aí no dia seguinte já sinto a diferença. É impressionante como a medicação faz diferença na qualidade da minha atenção.

Ainda tenho dificuldade com organização. Minha mesa do escritório continua uma bagunça, mas agora é uma bagunça funcional – eu sei onde tá cada coisa (na maioria das vezes).

As Descobertas Sensoriais

Uma coisa que ninguém me preparou foi pra mudança na percepção sensorial. Com o tratamento, comecei a notar sons que antes não percebia – o tique-taque do relógio, o zunido do ar condicionado, até a respiração das pessoas perto de mim.

A textura das coisas também ficou mais intensa. O tecido da poltrona do meu escritório, que antes nem notava, agora às vezes me incomoda se tô muito sensível. Dr. Bruno explicou que isso é normal – o cérebro tá processando informações de forma mais organizada.

A luz também… nossa, que diferença! Luz muito forte me irrita, mas luz suave demais me deixa sonolenta. Tive que ajustar toda a iluminação do escritório pra ficar confortável.

O que Aprendi (e Quero Compartilhar)

Se você suspeita que pode ter algo parecido, algumas dicas:

Primeiro: não ignora os sinais. Eu ignorei por décadas achando que era “falta de força de vontade” ou “preguiça”. Disritmia cerebral e TDAH são condições médicas reais.

Segundo: procura um profissional especializado. Dr. Bruno, psiquiatra de Uberlândia, fez toda diferença no meu caso. Nem todo médico entende essas condições em adultos.

Terceiro: tratamento leva tempo pra ajustar. Não desiste se o primeiro remédio não funcionar perfeitamente. Cada cérebro responde diferente.

Quarto: medicação não é tudo. Terapia, exercícios, organização da rotina… tudo faz parte do tratamento.

A Vida Depois do Diagnóstico

Hoje, dois anos depois do diagnóstico, posso dizer que minha qualidade de vida melhorou enormemente. Não sou uma pessoa diferente – sou a mesma pessoa, só que agora meu cérebro funciona de forma mais eficiente.

Consegui organizar melhor meu escritório, sou mais presente com meus filhos, durmo melhor (na maioria das noites). Claro que ainda tenho desafios, mas agora sei lidar com eles.

A maior mudança foi na autoestima. Durante anos me achei burra, desorganizada, incompetente… Descobrir que meu cérebro só funciona diferente foi libertador. Não é defeito – é diferença.

Uma Reflexão Final

Disritmia cerebral e TDAH em adultos ainda são muito mal compreendidos. Muita gente acha que é “moda” ou “frescura”. Mas quando você vive na pele, sabe que não é.

Se você chegou até aqui lendo, obrigada. E se você reconhece alguns sintomas em você mesmo, não hesita em procurar ajuda. Merece viver com seu cérebro funcionando da melhor forma possível.

A vida não precisa ser uma luta constante contra sua própria mente. Às vezes, só precisa de um pouquinho de ajuda pra tudo se encaixar no lugar certo.


Este relato é baseado em minha experiência pessoal com disritmia cerebral e TDAH, diagnosticados e tratados pelo Dr. Bruno, psiquiatra de Uberlândia. Cada caso é único – sempre procure orientação médica especializada.

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Doutor Bruno Oliveira

Me chamo Bruno Oliveira Paulo, sou médico Psiquiatra, e me formei em Medicina na UFU , tendo completado minha residência em Psiquiatria no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. Agradeço sua leitura. CRM 76733 | RQE 57735