Dr. Bruno Psiquiatra Uberlândia

Minha Luta Contra o Transtorno Alimentar: Como o Dr. Bruno Psiquiatra de Uberlândia Me Ajudou a Encontrar o Equilíbrio

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-Psiquiatra Uberlandia
Depressão Pós-Parto: O Lado Silencioso da Maternidade

Nunca imaginei que aos 40 anos, sendo advogada e mãe de duas meninas, estaria aqui falando sobre transtorno alimentar. Sempre achei que isso era coisa de adolescente, sabe? Mas a vida… ela tem dessas surpresas que a gente não espera.

Quando Tudo Começou

Olhando pra trás, percebo que os sinais já estavam lá há tempos. Depois que voltei ao trabalho após a licença maternidade, a pressão era enorme. Queria ser a mãe perfeita, a profissional exemplar, a esposa dedicada. E no meio de tudo isso, a comida virou minha válvula de escape.

Começou meio inocente – um docinho a mais aqui, uma besteirinha ali quando estava estressada. Mas foi escalando de um jeito que nem percebi direito. Tinha dias que comia até passar mal, depois vinha aquela culpa terrível, e aí tentava compensar ficando sem comer quase nada no dia seguinte.

Os Primeiros Sinais de Alerta

Minha relação com a comida ficou completamente distorcida. Não era mais sobre fome ou prazer – era sobre controle, ansiedade, culpa. Tinha momentos que ficava horas pensando no que ia comer, calculando, planejando, e depois me sabotando completamente.

As roupas começaram a apertar, e isso virou uma obsessão. Pesava várias vezes por dia, me olhava no espelho e só via defeitos. Meu humor ficava dependente do número da balança – se tivesse “engordado” 200g, o dia já estava perdido.

Quando Decidi Buscar Ajuda

Foi num dia que tive uma crise de compulsão terrível. Comi uma quantidade absurda de comida em poucos minutos, depois fiquei com tanta vergonha que me tranquei no banheiro chorando. Minha filha mais velha bateu na porta perguntando se eu estava bem, e naquele momento percebi que precisava de ajuda.

Minha irmã já havia me falado do Dr. Bruno psiquiatra de Uberlândia algumas vezes. “Ele entende dessas questões”, dizia. Demorei semanas pra ligar, porque admitir que tinha um transtorno alimentar era… difícil demais.

Minha Primeira Consulta com o Dr. Bruno Psiquiatra de Uberlândia

Lembro que cheguei no consultório tremendo. Como ia explicar pra um homem o que estava passando? Mas desde os primeiros minutos, o Dr. Bruno psiquiatra de Uberlândia me fez sentir acolhida, sem julgamentos.

Ele me explicou que transtorno alimentar não é falta de força de vontade ou frescura. É uma condição médica séria, que mexe tanto com o corpo quanto com a mente. Ouvir isso de um profissional foi… libertador, de certa forma.

Entendendo Meu Transtorno

O Dr. Bruno psiquiatra de Uberlândia me ajudou a entender que meu caso era de transtorno da compulsão alimentar. Não era bulimia porque não provocava vômito nem usava laxantes, mas também não era “só” comer demais esporadicamente.

Ele explicou que geralmente há gatilhos emocionais por trás. No meu caso, estava claramente relacionado ao estresse, à ansiedade e a uma necessidade de controle que acabava virando descontrole total.

O Processo de Tratamento

O tratamento não foi linear – e o Dr. Bruno psiquiatra de Uberlândia sempre deixava isso bem claro. Teve medicação pra ansiedade, que ajudou muito a diminuir os episódios de compulsão. Mas o trabalho psicológico foi o mais importante.

Aprendi a identificar meus gatilhos. Brigas com o marido, pressão no trabalho, TPM, noites mal dormidas – tudo isso aumentava minha vontade de “atacar” a geladeira. Conhecer esses padrões foi o primeiro passo pra quebrar o ciclo.

Desafios que Enfrentei

Uma das coisas mais difíceis foi lidar com a culpa. Cada vez que tinha uma recaída, me sentia um fracasso total. O Dr. Bruno psiquiatra de Uberlândia sempre me lembrava que recaídas fazem parte do processo, não são o fim do mundo.

Outro desafio grande foi com a família. Meu marido, com a melhor das intenções, às vezes fazia comentários sobre minha comida que me deixavam ainda mais ansiosa. “Você não vai comer isso, né?” ou “Lembra que você está tentando emagrecer”. Ele não entendia que isso só piorava.

Erros que Cometi

O maior erro foi tentar fazer dietas restritivas extremas pra “compensar” os episódios de compulsão. Isso só alimentava o ciclo vicioso – quanto mais me privava, maior era a vontade de comer tudo depois.

Também errei em esconder o problema. Comia escondida, mentia sobre o que tinha comido, inventava desculpas. A vergonha só aumentava o problema. Quando finalmente fui transparente com meu marido sobre o tratamento, tudo ficou mais fácil.

Dicas Práticas que Aprendi

Uma coisa que o Dr. Bruno psiquiatra de Uberlândia sempre enfatizava era a importância de comer regularmente. Pular refeições era gatilho certo pra compulsão. Então aprendi a fazer pelo menos três refeições por dia, mesmo quando não estava com fome.

Comecei a prestar atenção nos sinais do meu corpo. Fome de verdade é diferente de vontade de comer por ansiedade. A fome vem gradualmente, a vontade ansiosa é súbita e urgente.

Aprendi também a ter sempre algumas opções saudáveis em casa. Quando vinha aquela vontade incontrolável, pelo menos tinha frutas, iogurte, castanhas… em vez de atacar o pote de sorvete ou o pacote de biscoitos.

Como as Estações Afetavam Meu Humor e Alimentação

Interessante como o clima influenciava minha relação com a comida. No inverno, quando ficava mais em casa, era mais difícil controlar os impulsos. O frio me dava vontade de comidas mais calóricas, mais “reconfortantes”.

Já no verão, com mais luz natural e disposição pra sair, ficava mais fácil manter uma rotina saudável. Fazia mais atividades ao ar livre com as meninas, comia mais frutas, bebia mais água naturalmente.

Detalhes Sensoriais que Marcaram

Lembro do cheiro de café que sempre tinha no consultório do Dr. Bruno psiquiatra de Uberlândia. Era reconfortante, me acalmava antes das sessões mais difíceis. As poltronas eram de um tecido macio, cor bege, que dava sensação de aconchego.

Uma coisa que aprendi foi a prestar atenção nos sabores de verdade. Quando comia compulsivamente, nem sentia o gosto – era mecânico, desesperado. Aprender a comer devagar, sentindo textura, aroma, temperatura… foi revolucionário.

Minha Rotina Atual

Hoje, depois de quase um ano e meio de tratamento, posso dizer que tenho uma relação muito mais saudável com a comida. Não é perfeita – ainda tenho dias mais difíceis, principalmente quando estou muito estressada.

Mas aprendi estratégias que funcionam pra mim. Quando sinto que vou “descontar” na comida, paro e me pergunto: “O que realmente estou sentindo? O que preciso de verdade?” Às vezes é descanso, às vezes é conversar com alguém, às vezes é só chorar mesmo.

O Apoio da Família

Meu marido hoje entende muito melhor. Parou com os comentários sobre minha comida e aprendeu a me apoiar de outras formas. Quando percebe que estou ansiosa, sugere outras atividades – uma caminhada, um filme, conversar sobre o dia.

As meninas também notaram a diferença. Antes eu era muito restritiva com doces e guloseimas em casa, agora temos um equilíbrio mais saudável. Elas podem comer um docinho sem drama, e eu também posso, sem culpa.

Para Quem Está Passando por Isso

Se você está lendo isso e se reconhecendo, saiba que não está sozinha. Transtorno alimentar é mais comum do que imaginamos, e não tem cara nem idade específica.

O Dr. Bruno psiquiatra de Uberlândia sempre dizia uma coisa que gravei: “Comida não é inimiga nem recompensa. É combustível e prazer, na medida certa.” Parece simples, mas pra quem tem transtorno alimentar, isso é revolucionário.

A Importância do Tratamento Especializado

Uma coisa que não canso de repetir: transtorno alimentar não se resolve só com força de vontade. Precisa de acompanhamento profissional especializado. O Dr. Bruno psiquiatra de Uberlândia me ajudou a entender os aspectos médicos e psicológicos da questão.

Cada pessoa é única, cada caso tem suas particularidades. O que funcionou pra mim pode não funcionar pra outra pessoa. Por isso é tão importante ter um profissional que entenda e adapte o tratamento pra sua realidade.

Reflexões Finais

Hoje olho pra trás e vejo quanto cresci. Não só na questão alimentar, mas como pessoa mesmo. Aprendi a me conhecer melhor, a lidar com minhas emoções de forma mais saudável.

Ainda faço acompanhamento regular com o Dr. Bruno psiquiatra de Uberlândia, porque entendi que cuidar da saúde mental é como cuidar da saúde física – é pra vida toda, não tem fim.

Se você está lutando contra um transtorno alimentar, não desista. Procure ajuda profissional. Sua relação com a comida pode sim ser saudável e prazerosa novamente. Eu sou a prova viva disso.


Este relato é baseado em minha experiência pessoal e não substitui orientação médica profissional. Transtornos alimentares são condições médicas sérias que requerem acompanhamento especializado.

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Doutor Bruno Oliveira

Me chamo Bruno Oliveira Paulo, sou médico Psiquiatra, e me formei em Medicina na UFU , tendo completado minha residência em Psiquiatria no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. Agradeço sua leitura. CRM 76733 | RQE 57735